Estas notas vêm das mais antigas, mais abaixo, às mais recentes, contando a(s) história(s) do cineclubismo brasileiro de 2003 até hoje sob a forma de reminiscências bem pessoais, subjetivas, inexatas com frequência, o que não deixa de ser uma fonte histórica, questionável como outras. Este tipo de abordagem reflete e reproduz um nível da memória intermediário entre o pessoal e o coletivo, que não é contemplado em outros níveis de registro. Comporta fatos e informações frágeis, sob certo ponto de vista, mas que desapareceriam se dependessem apenas de critérios estritamente científicos (ou acadêmicos) ou instituições (ou conveniências) políticas. Creio que a existência destas notas poderá provocar outros escritos, correções, reações, reclamações, indignações de citados e não citados, lembrados ou esquecidos, injustiçados e justiçados. Só isso já seria interessante num quadro de apatia e conservadorismo que marcam bastante o cineclubismo - e outros movimentos sociais - no Brasil hoje.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009


Comecei este texto ainda no verão, finzinho de julho, começo de agosto.
E só fui retomar o texto e fazer este blogue no final do ano.
Mas resolvi manter o original, abaixo, exatamente por ser a afirmação da proposta deste espaço, bem pessoal, desigual, sem pretensão à exatidão e fidedignidade, que aliás não existe.
Bom, vamos lá:

Brasília e a Comissão Nacional de Reorganização

Estou aqui, olhando o bulevar Saint-Laurent pela janela (onde fica esse cineminha pornô aí da foto, só que umas três ou quatro quadras lá para baixo) e pensando que quase exatamente há quatro anos eu saía daqui – daqui, não, era outro bairro, Rosemont - e ia para o Brasil, voltar a cineclubar, graças ao convite do Batista (1) para que assumisse a direção de atividades culturais do Memorial (2). Mas os dois sabíamos que eu ia era cineclubar.

Está um calor infernal, muito úmido; o verão aqui é este mês... E eu indo e vindo em mensagens que chegam do Brasil. Acabei de me desligar da lista da diretoria do Conselho Nacional de Cineclubes; na verdade antes que me desligassem. O motivo alegado, após sugestão do Pimentel (3), foi bem formal: eu me demiti, não sou mais diretor, não posso fazer parte da lista. Desde que a lista existe eu fazia parte dela, diretor só fui por uns poucos meses. É que antes eu colaborava, agora questiono; a formalidade não me convence.

Mas os vínculos - formais, bem entendido - vão caindo. Abre-se uma distância que cresce muito rapidamente. Vivo de novo em Montreal. J’suis icitte, montréalais à nouveau... O que foram esses quatro anos, curtos e longos quatro anos, entremeados de duas mudanças radicais, totais? De país, de vida. Que loucura.

Vou fazer um exercício de memória, uma revisão para mim e, como isto aqui é público, uma espécie de prestação de contas para me situar diante de comentários os mais variados que algumas pessoas devem estar trocando, propagando. Também acerto de contas. Um exercício de coloquialidade (?), pessoal, em vez de teorizar, o que leva muita gente a me ver pretensioso ou pior, importante. Se eu não contar estas coisas, quem o fará? Embora seja inevitável, sempre me chateei muito com o grande número de coisas que escapam à História em função das versões mais ”oficiais” - e digo isso estando ciente que a minha também é, até certo ponto, uma versão. Mas pelo menos não estou escondendo nada conscientemente

Mas tudo isso começou bem antes, ainda em novembro de 2003, quando me convidaram para a 24ª. Jornada Nacional de Cineclubes. Uma idéia do Leopoldo Nunes, que eu conheci quando ele passava umas noites dormindo na cabine do Cauim (4), nos anos 70 e, segundo ele mesmo, escutando impressionado meus papos com o Kaxassa (5) . Agora ele era do governo, importante, na SECOM – onde rolava muita grana – depois do que parece toda uma carreira no PT e na ABD, que presidiu. O Leopoldo queria fazer o movimento ressurgir (e não é que ele “conseguiu”?). Há alguns meses estimulava grupos cineclubistas, de velhos principalmente, e alguns novos, a irem se juntando. Disso surgiu a tal Jornada.

Fomos eu e a Deisy, que agora já superou, mas foi dirigente do cineclubismo capixaba e fundadora e diretora do Oscarito (6) e do Elétrico (7). Muitos anos de cineclubismo. Estavam as figuras de cada estado, as velhas: Claudino, Luís Orlando, Diogo e sua turma, que agora chamava Centro Cineclubista de São Paulo, incluindo o Batista , sempre independente, inteligente e meio doido; o Hermano, grande orador, agora morando em Alagoas, e o Júnior, como anfitrião (8). De novos, que eu iria conhecer mais tarde e nos próximos meses, havia os cariocas – especialmente as meninas, mais falantes – e os gaúchos. Claro que eu estou esquecendo alguma coisa. Ah, o Pimentel. Ele disse que tinha vindo na marra, porque tinham boicotado ele, mas que conseguiu a passagem com a prefeitura.

A Jornada, que evidentemente não era uma Jornada, pois não tinha nenhuma norma nem nada, nem programa nem pauta, tinha um clima de festa e saudade, de homenagem e camaradagem, de desconfiança e culpa.

O Diogo, acho que um dos que mais batalhou pela coisa, e o Júnior, idem, queriam tirar dali um CNC ou coisa equivalente. Pensavam que tinha uma grana no ar, o governo pagando até passagem internacional para mim, todo mundo hospedado no Hotel Nacional – ah, era o Festival de Brasília, a jornada era dentro do Festival de Brasília.

O problema é que os dois queriam ser presidente, o Diogo pelo prestígio, o Júnior pela oportunidade de negócio, que o Diogo também não despreza. Nós outros, velhos – com exceção do Luís Orlando, que fechava com o Diogo sem perguntar – fomos sacando: a jornada era uma sucessão de homenagens (9) (é um traço típico do Diogo, que dessa forma procura emprestar um pouquinho do prestígio do homenageado, ao mesmo tempo que dá uma puxada de saco, dependendo do caso – no meu, que também fui homenageado, claro, foi visivelmente a contragosto), de reminiscências, de coisas para passar o tempo. Não tinha proposta, nada. Os novos também foram estranhando aquilo – misturado com o fato de que ninguém tinha informação do largo histórico que nos unia, isto é, afastava, principalmente do grupo do Diogo. Devia ser um clima estranho para eles.

Para encurtar, fizemos uma reunião com todos os principais protagonistas, acho que no meu quarto, e fizemos ver gentilmente ao Diogo e ao Júnior que nós não permitiríamos que se formasse uma entidade sem programa, só para desfrutar do aparente apoio oficial. Para complicar, as ambições dos dois ainda os dividiam e enfraqueciam mais. No fim, todo mundo fechou com a constituição de uma Comissão Nacional de Reorganização do Movimento Cineclubista, ou pompa semelhante, que prepararia uma nova Jornada, com pré-jornada antes, ampla convocação, discussão de propostas, para então se reorganizar o CNC. Manhosos, o Diogo conseguiu que a Jornada fosse em SP e organizada pelo Centro Cineclubista, e o Pimentel, em compensação, ficou com a Pré-Jornada, em Rio Claro, onde ele era da prefeitura.

Assim terminou a gloriosa 24ª. Jornada, com a formação da Comissão Nacional. Não lembro se o Claudino era presidente, se tinha esse cargo, ou se ele é sempre presidente, onde quer que esteja, pelo carisma e autoridade moral. Para mim ficou como presidente. Além dele estavam o Diogo, o Júnior, Luís Orlando, Cassol, Débora (10) e Hermano. Havia uma figura na jornada que tinha muita dificuldade em fechar com todos: um tal de Frederico (11), do Rio. Ele achava, ou pelo menos dizia, que aquilo tudo era ilegítimo porque o Estado é que estava estimulando. Que ironia, né?

Na Jornada também cometi um grande erro de avaliação, que espero ter compensado nos poucos anos seguintes que tive para isso: estava presente também o Juan Carlos Arch (12), trazido pelo Júnior, não sei bem, e representando a FICC . Minha experiência dos anos 70 e 80 – quando a FICC, absolutamente eurocêntrica, só tirou de nós, sem nada aportar - me levou a praticamente ignorá-lo, contribuindo para que não tivesse o espaço que merecia. Mais tarde eu ia aprender a respeitar e gostar dessa figura que agora faz parte do panteão do cineclubismo mundial.

Bom, finda a Jornada, voltei para o Canadá. Mas antes acertei com o Leopoldo o apoio do MINC para um projeto que eu tinha, de estimular a criação de cineclubes nas comunidades brasileiras no exterior, cada vez maiores e mais importantes. O apoio do Minc não era grana, não. Era viabilizar filmes. Ele disse que o Minc mesmo tinha uma porrada de filmes e era só eu pedir que eles iam mandar. Tudo certinho. Me autorizou a entrar em contato com vários países e começar a organizar a coisa.

Nesse quesito, foi o que eu fiz nos meses seguintes: gastei uma nota em interurbanos – para convencer e conquistar as pessoas é legal falar com elas – com Paris, Londres, Bruxelas, Tóquio, Miami, etc. Mas no telefone do Leopoldo a coisa foi miando. Sabe como é (coisa tão típica deste nosso Brasil cordial): primeiro ele já não atendia, mas a secretária, depois a secretária da secretária, depois um auxiliar, depois era já noutra seção... Foram meses de credulidade e interurbanos que realmente chegaram a um grande nada. E sem filmes cedidos e transportados com a ajuda do governo, nicas de pitibiribas. Aí tem que pagar a produtora, fazer festival. Não deu em nada.

Um dia quero escrever um ensaio sobre essa coisa da cordialidade brasileira, a aversão ao conflito, do mais sério ao mais leve, que impregna as relações Estado/sociedade nos dois sentidos. E que está presente de forma marcante nas questões atuais do relacionamento dos cineclubes e do CNC com o governo. Queria escrever sobre o “sim” institucional e social. No Brasil é muito raro dizer não a uma demanda. Eu lembro até com saudade de um não que recebi numa proposta que mandei para a Phillip Morris nos anos 70 - antes do cigarro virar moléstia, inclusive para efeitos de leis de fomento, que, aliás, também não existiam naquela época. Sempre dizem sim, e não quer dizer nada. Aqui no Canadá diz-se bastante não, e às vezes até dá para reverter. Mas não o sim no Brasil: esse é implacável, incontornável, definitivamente ambíguo, e na quase totalidade das vezes implica no sumiço do interlocutor, na enrolação até o desespero, no não a prestações. Este relato vai estar cheio desses casos.

Mas voltando, no outro quesito, Comissão de Cineclubes, foi criada uma lista de discussão. Já de saída começou a dar problema. O presidente do Centro Cineclubista, um velho conhecido que, muito moleque, tinha trabalhado no Oscarito, agora era Doutor. Digo Doutor, com maiúscula e tudo, porque era a primeira coisa que você ficava sabendo dele. Ele inclusive assina Doutor ou Professor Jeosafá (13); era o e-mail dele. Como eu tinha conhecido ele muito garoto, essa pompa toda era engraçada. E também não tem a menor importância. Ou talvez tenha um pouco, sim, no sentido de que essa importância toda, aliada a uma postura muito partidária – no caso, do PC do B – fazia dele um administrador... é esse o nome? de lista muito chato. E autoritário. Acabou sendo criada outra lista, depois de uns lances tragicômicos, em que o professor expulsou da lista uns caras que eram muito brincalhões... Por isso é que ainda existe uma lista “cineclubismo”, que ninguém usa; sobrou desse melê aí. Enfim. A disputa estava encruada. Divisões se delineavam na Comissão; normal, era lá que estavam as diferentes posições e, principalmente, interesses.

O Júnior – olha aí, História, o mérito é dele (mais ou menos) – inventou um projeto de distribuição de kits para cineclubes. Esquisito o projeto, mas é a longínqua origem desses kits todos aí. E também dos negócios que fazem com eles. Esses kits eram equipamentos de projeção (não lembro quantos) a serem distribuídos através... dos membros da Comissão. Os sete samurais teriam o poder pessoal de distribuir esse material nas suas regiões. Digo samurais pelo filme e pelo feudalismo que esse projeto consagrava. Outro aspecto antigo, é que previa um projetor 35 mm para cada um, desculpe, para cada região.

E eu – prestando contas, hem – em Montreal, estava ligadíssimo. Graças à ajuda e ao talento – até hoje acho a coisa mais bem feita, no sentido da simplicidade, que eu já vi nessas internets da vida – da Zezé Pina, criei um saite meu: cineclube (14). Que está lá até hoje, já com uma certa poeira cibernética (não teve nenhuma nova “entrada” depois de 2004), mas tem arquivados muitos dos textos que talvez eu lembre aqui e, de certa fora, reconstituem o clima dessa nossa fase histórica.

Em abril para maio de 2004 aconteceu a pré-jornada, em Rio Claro. Eu estava, daqui, esbravejando contra os critérios do tal pacote de kits. Não fui, naquela ocasião, expulso de nada, mas apesar de todo o apoio governamental, a Comissão não pediu a minha presença: seria incômodo. Eu sou incômodo, é a minha sina... É importante constar que o Pimentel, organizador do certame, publicou e distribuiu todos os meus textos, que, pasmem!, acho que ninguém leu.

Como eu não estava presente, o que sei, fundamentalmente, é que foi um sucesso, bem organizada para os padrões cineclubistas, com a presença de mais de 100 pessoas. Depois isso se repetiu também em Vitória, em 2007: na ausência da Jornada anual, a pré-jornada vira quase uma. Este ano não vai ser assim, porque a pré-jornada virou ou misturou – vamos ver no que dá – um encontro de “cines”... Houve, lá, também umas brigas com a turma do Diogo, que levou uma claque pra impressionar e fez uma manifestação contra as condições de alojamento. A jornada mesmo, que é o motivo de se reunir a pré-jornada, não foi discutida, mas a disputa estava bem encruada.

Outra coisa importante foi que o Juan Carlos Arch e a FICC levaram o Claudino – por indicação da Comissão – para uma reunião da FICC na Itália. Foi o começo da rearticulação do movimento cineclubista latino-americano e, também, de uma nova fase na vida da FICC. Outra hora falo disso, da FICC e das coisas internacionais, todo um outro grande capítulo nesta história.

Não sei se foram os ecos das brigas ou se até mesmo o que escrevi sobre a, digamos, mal pensada proposta de distribuição de kits, o fato é que os kits não foram mais considerados pelo governo e aquela certeza de apoio para a jornada começou a minguar.

A briga estava acirrada. Já corriam textos discutindo “diferentes visões” de cineclubismo. Eu, para variar, fui o interlocutor do lado de cá; do lado de lá principalmente o Professor Jeosafá. Em junho ou julho lançaram um manifesto pelo “novo” cineclubismo”. No meu velho saite tem dois textos sobre isso (15): um que discute e reproduz o tal manifesto e outro que canta a bola do que iria ocorrer seis meses depois: "otimistas" ou abstêmios políticos serão surpreendidos por uma jornada de cartas marcadas, com uma "maioria" de "cineclubes" recentemente constituídos” Abstêmios políticos eram aqueles que não queriam saber da polêmica, achando que tudo não passava de querelas antigas, pessoais. Como agora, né? Evitar o debate afirmando que é problema pessoal (ou, hoje em dia, regional) é um curioso mecanismo de alienação que parece recorrente no cineclubismo brasileiro...
A própria Comissão Nacional pouco trabalhou pela preparação política, quer dizer, os aspectos de mobilização, participação, representatividade da Jornada, que deviam ter sido aprofundados na Pré-Jornada. Em agosto eu escrevi uma proposta mais elaborada de tremário para a Jornada, em resposta a uma convocatória muito simples exarada pela Comissão. Meses mais tarde essa proposta de temário foi adotada integralmente. No saite http://www.cineclube.utopia.com.br/ , na seção Arquivo, rubrica 25a. Jornada estão todos os documentos e propostas que eu produzi na ocasião, com vistas a contribuir e estimular uma maior politização, quer dizer, democratização da participação dos cineclubes brasileiros na Jornada. Prestação de contas...

À medida que se aproximava o fim do ano de 2004, a Jornada foi sendo atrasada, e ficou evidente a incompetência do Centro Cineclubista para organizá-la. Um esforço de última hora reuniu um monte de gente. O Claudino veio para São Paulo e assumiu a coordenação da organização do encontro, que não teria saído de outra forma. O Kaxassa entrava em contato com o Leopoldo – ambos da “escola” de Ribeirão Preto...

Paralelamente, outro esforço era feito em Rio Claro, para a organização do 1º. Encontro Ibero Americano de Cineclubes. Como a Jornada mudou de data várias vezes, ameaçada de não se realizar, ficou difícil confirmar datas com as delegações internacionais. No fim, furaram várias, especialmente as ibéricas. Mas Paolo Minuto, presidente da FICC e da Federação Italiana, que não participaria do Encontro, esteve alguns dias antes no Brasil.

Mais uma vez fui ao Brasil graças ao Leopoldo, para mim ressurgido das cinzas. Minha contribuição inicial para o Encontro Ibero-americano, que estava meio esvaziado pelos motivos acima, foi ir atrás de mais países. Na Cinemateca estava acontecendo um encontro de pesquisadores e eu fui procurar o Santiago Carrillo, da Cinemateca Uruguaia, velho companheiro entre as minoritárias cinematecas que apóiam os cineclubes. Com a ajuda dele, que não poderia comparecer assim em cima do hora, levamos uma grande figura da Cinemateca Peruana, Nora Izcue (espero não estar fazendo confusão com o nome). Além dela vieram o Juan Carlos, já bem doente, de ônibus, e um bando de mexicanos loucos. Lindamente loucos. Dois garotos de Oaxaca, do Cineclub El Pochote, que virarão lenda depois, em meio aos conflitos daquela província mexicana, e os grandes amigos do Cineclub Bravo, cuja contribuição para o movimento cineclubista mundial vai voltar a aparecer neste relato

Notas:

1) João Batista de Andrade, então secretário da Cultura do estado de SP.
2) Fundação Memorial da América Latina, em São Paulo
3) João Batista Pimentel, atual secretário do CNC e assessor na prefeitura de Atibaia, SP
(4) Cineclube Cauim, de Ribeirão Preto
(5) Fernando “Kaxassa”, presidente do CC Cauim desde 1971.
(6) Cineclube 35 mm que funcionou na Praça Roosevelt, em São Paulo, entre 1985 e a primeira metade da década seguinte.
(7) Elétrico Cineclube, grande cineclube com 2 salas em 35 mm, a primeira sala de vídeo de SP, bar, “lojinha”, vídeo-clube, etc. Funcionou entre 1990 e 1994.
(8) Claudino – Antonio Claudino de Jesus (ES), atual presidente do CNC; Luís Orlando da Silva, liderança histórica do cineclubismo e do movimento negro da Bahia, falecido; Diogo Gomes dos Santos (SP), ex-presidente do CNC (1984-86); João Batista de Jesus Félix, cineclubista, militante do movimento negro, hoje professor e cineclubista na Universidade de Tocantins; Hermano Figueiredo (AL), líder cineclubista com origem no RN, hoje realizador de curta-metragens e diretor de um programa federal de estímulo à produção, e Antenor Gentil Júnior, ex-liderança cineclubista, antigo presidente da federação de cineclubes de Brasília, atualmente assessor do governo do Distrito Federal.
(9)“Hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude” – La Rochefoucauld
(10) Luís Alberto Cassol, vice-prsidente do CNC, curta-metragista e director do Festival de Santa Maria (RS); Débora Butruce, pesquisadora de cinema e diretora do Cachaça Cineclube (RJ).
(11) Frederico Cardoso RJ), Coordenador do programa Cine+Cultura, ex-dirigente da ASCINE e da ABD/Rio.
(12) Presidente da Federação Argentina de Cineclubes, Secretário Latino-americano da FICC, incansável batalhador do cineclubismo, falecido em 2008. Hoje ele é o “nosso Quixote”, em referência ao seu idealismo, espírito de luta e também às suas feições, magras e expressivas, que lembram o lendário cavaleiro andante. Que também é o símbolo do cineclubismo mundial.
Federação Internacional de Cineclubes
(13) Jeosafá Fernandes, professor e militante partidário, ex-presidente do Centro Cineclubista de SP.
(14) http://cineclube.utopia.com.br/
(15) “Cinecura ou o oportunismo manifesto” e “A Vanguarda do Atraso”, ambos na seção debate do saite.